sexta-feira, 21 de maio de 2010

Devaneio

É tudo igual e tudo diferente. Uma monotonia comum, contínua e presente, e uma mudança de ares, de pensamentos, de vontades ao mesmo tempo. É um jogo de vivo e morto, é um misto de nada e tudo, de vazio e plenitude. São palavras vazias que dizem muito, e orações complexas que não dizem nada. É o não palpável mais possível de tocar, e o tocável que não se consegue sentir.
É tudo inexplicável e estranho. Não percebo nada de diferente, mas tudo mudou. O que está igual ? Não sei. O que mudou ? Também não. Mas assim está melhor. 
Tantas vezes fico divagando por esse mundo estranho e sem resposta dos pensamentos e sentimentos e nunca chego em lugar algum. Pensamentos sem sentido, sentimentos não pensados. Uma mudança não visível mas sensível assim... muda muita coisa sem mudar nada.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

As Faltas Sempre Iguais

O que falta acontecer ? De que forma farei com que você veja que podes fazer adiferença. Diferentemente do que já passou, deveria ser agora, mas não é. Um filme se repete, por mais uma vez e nada acontece, nem uma cena se modifica. Falta saber, se o final também será o mesmo.
O que falta ver ? Que não há chance de permancer, perdurar ? Falta entender que não é assim que as coisas deveriam acontecer ? Eu faço tudo diferente (ou tudo igual) ? Faço planos que não deveria fazer, tenho sonhos que não deveria ter ? Me falta saber o que fazer quando se sente falta, e falta alguma coisa pra me completar. 
Falta entender o porquê de tudo sempre ser igual, não importa o que aconteça de diferente. Falta enchergar, que eu provavelmente não entendo nada de amor, ou então, não tenho sorte. Falta dizer que não aguento mais inícios diferentes, meios iguais assim como os finais.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quarto Escuro

Só. Um quarto escuro, um colchão velho jogado no chão, algumas roupas sujas espalhadas pelos cantos, poeira acumulada pelo lugar. Uma janela mal fechada, meio quebrada, permitia que um feixe da luz do luar entrasse, mesmo que insignificante, mal se fazia ver.Escuridão.
Só, vazio. Pequeno, claustrofóbico, sozinho, vazio e só.
Nada mudou. Corro para ligar as luzes, não aguento mais a escuridão. Nada se acende, continuo imerso nas trevas, me desespero, tento abrir a porta. Trancada. Medo, terror, insegurança. Um grito ecooa no mar negro.
Abro os olhos, respiração ofegante. Olho em volta, está tudo igual. Um quarto escuro, um colchão velho jogado no chão...