sábado, 16 de junho de 2012

Hiato

Noites mal dormidas. Ouço e digo palavras vazias, sem emoção. Dou risada de qualquer bobagem, mesmo sem estar feliz. Os sorrisos são falsos. Muitos dos "amigos" também. Tudo falta. Alguma coisa falta. 
E o que sobra?
O álcool e as mentiras.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Enganamos a nós mesmos

Vestimos armadura. Fingimos sorrisos, engolimos o choro. Enganamos a si mesmos de tal forma que chegamos a acreditar.
Falamos o que não queremos e não falamos o que temos mais vontade. 
E pra quê? 
Pra viver uma vida vazia até que se reaprenda a preenchê-la. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Não é preciso morrer pra ver Deus


O dia estava quente. Não havia Sol nenhum no céu. Mas o dia estava quente. Um dia atípico de inverno. Sem chuva e quente.
Numa casa daquele bairro humilde, alguém despertava. Demorou a abrir os olhos como quem duvide que eles possam reabrir. Levantou com a mesma dificuldade. Calçou os chinelos desgastados e cheio de marcas, assim como seu rosto. Colocou água para esquentar.
Era um dia atípico de inverno e um dia atípico para aquele velho homem. Tomou seu café da manhã preparado com sacrifício de quem faz um esforço maior do que deveria. Ainda sentia sono. Tossiu diversas vezes enquanto tomava banho, trêmulo, lentamente. Vestiu seu antigo terno preferido, da época em que ainda era convidado para eventos importantes. Hoje já não era mais o mesmo aviador de antigamente. Aposentara-se. Foi o primeiro amor que foi obrigado a se afastar.
O barulho das chaves balançando o incomodava. Abriu o mais rápido que pode a porta de casa e saiu cambaleando vagarosamente pela rua que amanhecera a pouco. As pálpebras pesavam, talvez de cansaço, talvez de sono. Duas, três, quatro. Cinco quadras. Chegou ao lugar onde sempre fora, de uns anos pra cá. Estava vazio. Estranho como, ano após ano, estava mais vazio. Não somente o lugar, mas ele próprio.
Se arrastando pelo local, leu inúmeras frases que já lera antes, todas falavam sobre o mesmo tema. Aquele que ninguém gostava de falar. Aquele que há muito o perturbava, mas que agora, já era quase uma boa amiga. O vinha chamando, cada vez mais alto.
A frase que ele mais conhecia, estava escrita no mármore frio e sem vida. Os olhos piscavam. Ficou ali parado por alguns instantes. “Aceita a morte como tua amiga e ela te tomará pela mão quando quiserdes ver Deus”. Como todos os anos, chorou. Mas dessa vez não um choro de tristeza. Era um choro de compreensão.
Ali estava o segundo amor que fora obrigado a se afastar. A morte o tinha separado dela. Mas, agora, ela estava oferecendo a mão. Quem sabe, para reencontrar um de seus amores. Quem sabe, os dois. E todo o sofrimento de anos e mais anos cessariam. Deitou-se com muita dificuldade ali, ao lado daquela lápide. Sentiu todo o cansaço fluir de seu corpo. Fechou os olhos. Enfim, adormeceu.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Futuro Melhor

E se o desânimo bater, se o cansaço chegar e as forças estiverem no fim, lembra-te de cada fim de semana de chuva, de cada noite passada juntos, de cada despertar com sorriso no rosto ao ver o outro ainda dormir, de cada risada junto, de cada cons(e)ol(h)o dado, de cada beijo doce ou apaixonado. E pensa que o futuro, meu amor, pode ser muito melhor.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

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Toda vez que a chuva bate forte na janela, me imagino deitado contigo, vendo aqueles filmes que tu tanto gosta, comendo aqueles doces que também nos servem de apelido, bem agarrados. E toda a saudade me toma, assim como o desejo de te ver de novo e tornar essas imagens mentais em experiências (novamente) reais.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Magia Continua

Não, é o fim. Não pode ser o fim. Eu nunca quis que acabasse. E já não é a primeira vez que isso acontece. Me lembro bem da mesma sensação, há alguns anos atrás. Um vazio, uma solidão, uma tristeza. Mas, não, não é o fim. É tudo tão...mágico.
Tudo vai continuar.
E mesmo que digam que acabou, não acabou. Pouco importa o que estes, que não sabem nada, digam. 
É um relacionamento lindo. Nunca vai sair de mim. Não sou o único a sentir isso. São milhões de pessoas que sentem o mesmo. E pelo mesmo motivo. Mas tudo permanecerá em nós, nós sabemos. Porque não se pode dizer que um mundo acabou. Me transformei por causa desse mundo.

Enquanto crianças esperarem sua carta, ao completarem 11 anos, a magia vai viver. Enquanto os livros estiverem abertos, a magia continuará. Enquanto o cheiro de pipoca tomar o ar durante um filme, ela sobreviverá. Enquanto estivermos em dificuldades e lembrarmos de alguma frase dita, tudo fará sentido. Porque Hogwarts sempre ajudará aqueles que a procurem e necessitem.
E todos aqueles que nasceram e cresceram nesse mundo, nunca esquecerão. Eu, nunca me esquecerei. 
Sempre nos imaginaremos como seria jogar Quadribol, entrar pela primeira vez no castelo, ser selecionado pelo Chapéu Seletor e se sentar a mesa da sua casa. Sempre nos imaginaremos indo para as aulas de Feitiços, Poções, Defesa Contra as Artes das Trevas e Herbologia. Sempre pensaremos que, neste exato momento, milhares de bruxos estão aguardando ansiosamente o 1º de Setembro.
Nunca esqueceremos da Sala Precisa, das Masmorras, da Cabana do Hagrid, do Salão Principal. Nunca esqueceremos do Filch, dos Fantasmas e do Pirraça. Nunca esqueceremos que é possível sim um mundo pertencer a outro. 
Por isso, fica a lembrança a nós, trouxas: A Magia Continua.


Ps.: Agradeço à J.K. Rowling por transformar minha vida, me trazer para o mundo da leitura e por criar esse mundo tão fantástico. Agradeço também ao Dumbledore, Hagrid, Mcgonagal, Sirius, Lupin e Tonks, Olho-Tonto, Snape, Luna, Neville, Todos da AD e da Ordem, Arthur e Molly, Gui, Fred e Jorge, Gina, Rony e Hermione, Lillian e James(Tiago), ao "Potter Boy" e todos os personagens, bons ou ruins, por fazerem grande parte da minha vida tão mágica. 

Ps2: Não podia deixar de deixar claro a minha casa. E diferente do que a maioria pressupõe, eu sou lufano. Viva à Lufa - Lufa

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O ser jornalista

Após assistir ao filme 'O Jornal', me peguei pensando sobre o ser jornalista. É, sem dúvida alguma, uma das profissões mais belas e mais cruéis que existem. O jornalista constrói, mesmo que em parte, a realidade presente no mundo que o rodeia. Tudo o que ele mostra, toma uma nova dimensão (e tudo o que ele não mostra, não existe, fica esquecido, escondido). E o jornalista constrói a realidade de acordo com a sua visão de mundo, inconscientemente. O simples fato de escolher tais e tais fatos, acaba por criar o mundo de acordo com uma visão pessoal. Todo jornalista (ou quase todo) diz que é imparcial, mas isso é impossível. Eu, como futuro jornalista, tenho essa consciência.
Buscar a verdade a todo tempo, não mostrar uma falsa verdade ou meia verdade sem apurar os fatos por completo. Foram algumas das coisas que o filme deixou claro, mesmo mostrando uma lado muito romântico o jornalismo, e usando a comédia e o drama para mostrar o lado cruel (que eu já conhecia, mas que tinha deixado de lado). Dois pontos chamam a atenção para a parte negativa do jornalismo, do jornalista: O primeiro ponto é a questão de, muitas vezes, as notícias publicadas por um jornal, moldarem a opinião pública para determinada situação que se julgue certa, mesmo que não exista confirmação daquele fato e daquela situação (vide 'Caso Bruno' por exemplo). O segundo ponto é a questão pessoal do jornalista. O filme me fez lembrar que a vida pessoal do jornalista é consumida devido ao tempo gasto no trabalho. Sobra pouco tempo para a família, para esposa e filhos. Acredito que o segundo ponto mexa com todos que trabalhem nessa área, assim como mexeu comigo assistindo ao filme. Com certeza, faz pensar. Não em desistir da profissão, é claro, mas em tentar consciliar o tempo.
Enfim, o jornalista é um engenheiro social, constrói a realidade da (e para a) sociedade. Tem que tentar ao máximo mostrar a verdade. Tem que fazer de tudo para organizar o seu tempo, não esquecer de dar valor a sua família. E, obviamente, tem que ser profissional, para que o mundo saiba o que acontece, graças a cada notícia que cada jornalista traz e faz.